Quando for apedrejar a falta de amor

por Igor Passos

Quando for apedrejar a falta de amor, pare e lembre-se. Em algum momento alguém te amou, não digo tua mãe, nem teus amigos, digo alguém de fora, alguém, simplesmente alguém. Esse alguém tentou te mostrar o desejo escondido que havia dentro do peito, tentou te dar as flores mais belas e as noites mais longas. Deu bom dia. Esse alguém te amou tão fielmente que mesmo na vergonha criada nesse mundo, conseguia vencer o orgulho e ia, corria para ver como você estava.

Antes de apedrejar a falta de amor, relembre tuas atitudes. Alguém te amou, mas você… Você deixou passar como as ondas que vem e vão, como o vento passageiro. Jogou às traças algo que era valioso: o amor de outrem. Desperdiçou a oportunidade de se encantar, de ver sorrir por conta de teu sorriso outro alguém, deixou para trás algo sincero e que, provavelmente, te faria bem. Você preferiu ser solidão a conhecer a companhia.

E mesmo assim, antes de apedrejar a falta de amor, deite-se em teu travesseiro, abra tuas conversas e lembre, veja e sinta que, naquele momento, você está passando por algo que outra pessoa passou. Você está, meu caro, simplesmente colhendo frutos de uma má produção. Vasculhe a mente e chore, deixe escorrer. A falta de amor foi opção. Alguém te amou nas noites mais frias e estas se tornaram mais frias ainda por sua ausência. Alguém te amou e um coração pulsou até cansar, pois não obteve respostas tuas. Alguém te amou em silêncio e depois apedrejou o pertencer do amor.

E antes de se lamentar agora, lembre-se: alguém te amou e quem ama sempre uma segunda chance dá. Antes de apedrejar o amor, volte, pois ao lado de um amante sempre terá espaço para o amado. Saiba querido, que você têm o amor do mundo. Você exerce a função mais linda de todas: a de receber amor. Antes de apedrejar o amor, venha ao meu encontro e sorria: ainda serão tempos de morangos caso queira.

Mas se não quiser ficar e mesmo assim apedrejar a falta, não culpe o amor, mas sim a mim, a mim pois não tive a capacidade de fazer notar tudo aquilo que em teu peito era necessidade. (porém sou assim, preciso ser lido aos poucos e muitas vezes não se há tempo nem vontade de esperar o fim do prólogo).

Anúncios